sábado, 24 de agosto de 2013

O líder

O líder pode ser um chefe ou um gestor, mas não necessariamente, nem estes necessariamente são lideres.

O líder deve ser leal e cobrar lealdade.
Sabe o momento de colocar algo em discussão.
Sabe fazer as pessoas terem as ideias dele.
Perdoa erros, em vez de potencializá-los.
Elogia mesmo em erros, procurando o lado bom.
O líder não procura defeitos nos pares e sim qualidades.
Nunca intimida e sim incentiva.
Quando errado sabe admitir e recuar, sem hesitação ou irritação.
Saber delegar poderes.
Confia sempre, mas exclui quando traído.
Sempre acredita na vitória, nunca desiste, mas saber esperar.

É mais um companheiro que um general numa batalha. Trata e gosta de ser tratado com tal.


Liderança é a capacidade contínua de construir relacionamentos duradouros. Isso pode até não provar caráter, mas prova estabilidade emocional, bom censo, censo crítico e tolerância. Tudo isso em função da causa.

Liderança não é a submissão dos outros, mas a qualidade moral e intelectiva que os atraia e uma em torno de um ideal comum.

Liderança não é apenas cargo, é comportamento. O líder só age em função do que une seu grupo, nunca em causa própria isso seria sua desgraça caindo em desconfiança, isso prova caráter, ou melhor, a falta dele e de inteligência, além é claro de um descontrole. Como consequência a liderança é perdida e no máximo sobraria é a chefia e/ou gestão.

Pela nossa natureza humana dificilmente alguém terá todas essas qualidades, mas sabendo quais são pode aprimorá-las. 
Então ser líder trata-se mais de caráter, perseverança e treino do que um Dom. 
Tendo caráter o resto se adquire com empenho e vontade.

Leia também:
Maioridade Penal 
Aborto 

sábado, 4 de maio de 2013

MAIORIDADE PENAL


No Brasil todos os dias milhares de jovens menores de idade cometem delitos ou o chama ato infracional que independente da gravidade não podem ser considerados crimes.
Existe outro problema diretamente envolvido que é interessante citar antes de discorrer, pois muitas vezes passa por despercebido da vista da imprensa e do grande público, até por que não dá tanta audiência. Menores assumem crimes para livrar adultos da cadeia! Para isto uma simples lei bastaria, o adulto que leve o menor a cometer delito, por indução ou omissão no caso dos responsáveis legais, assim como o maior que estiver junto com um menor que cometeu qualquer delito deve responder e pagar pelo menos delito, só que neste caso como crime mesmo. Isso sim já poderia reduzir uma parte do número de jovens envolvidos no crime.
O fato é que cada vez que a imprensa vê potencial em uma notícia, com imagens e uma vítima de classe média, pelo menos, vem à tona o assunto da redução da maioridade penal.
E a maioridade penal é questão colocada à opinião pública. E o circo esta armado, montes de reportagens, e um bando de gente e políticos falando sobre um assunto que muitos não entendem, outros fazem questão de não entender mesmo só para poderem criticar livremente com o radicalismo e arrogância que só a ignorância de uma questão pode proporcionar.
Eu não pretendo enrolar e me negar a responder. Sim, sou a favor que se reduza a imputabilidade criminal para 16 anos, para delitos hediondos ou que não seja a primeira vez por qualquer outro delito. Mas o fato é que isso não reduzirá a criminalidade, nem o número de jovens na prática criminosa e ainda corremos um risco de um retrocesso social, mas a meu ver é aceitável e necessário o risco.
Mas por quê?
Com sete anos em socioeducação, primeiro como educador social nas mais diversas funções dentro de uma unidade de socioeducação e agora também como professor, opino diferente de muitos de meus colegas na área com tanta ou muito mais experiência que eu. Não por achar que estes jovens não têm recuperação ou que são completamente maus. Bem ao contrário em relação a isso, hoje vejo que são iguais a qualquer cidadão, que com devido estímulo e opções, digo a falta delas e até de conhecê-las, poderia ter o mesmo destino. Dentro de um CENSE (centro de Socioeducação) o nosso trabalho com estes jovens é de muita qualidade, e em todo o estado do Paraná onde conheço a realidade. Mas é insuficiente, pois a socioeducação, mesmo que tivesse um encaminhamento e acompanhamento adequado não resolveria problemas sociais, culturais, políticos e econômicos que estes jovens são consequência. E toda a sociedade como geradora paga caro por isso, muitas vezes com a vida de cidadãos.
Então deixo claro, sou favorável apenas por ver que para mudar apenas o jovem, quase adulto, habituado com a única forma subsistência que conhece em seu meio, o qual vai voltar, inserido de uma sociedade corrompida e hipócrita, que dá exemplos negativos até entre os governantes, é pouco provável uma mudança completa. Já entre os mais Jovens, menos corrompidos teriam melhor assimilação de valores e do sistema, esclareço que não o defendo.
Claro que não podemos desistir de ninguém, mas aos maiores de 16 anos, ou na segunda internação dever-se-ia dar um encaminhamento diferente e mais longo, se o que deseja são resultados e não esconder ou resumir um complexo problema ou mera punição.
Acredito que em todos os casos a internação deveria ser condicionada também a uma formação mínima tanto educacional, quanto profissional e posterior colocação no mercado de trabalho e não restringir-se apenas a um relatório periódico semestral, muito necessário, mas insuficiente. O tempo de internação de três anos que a sociedade acha pouco, digo que é bastante para um jovem e seria suficiente para o trabalho a ser realizado. Porém raros os casos em que ficam mais de um ano. Um ano é pouco para alguém completar uma escolarização, se profissionalizar (caso houvesse para a maioria) e perder vínculos com o meio e a vida antiga. Nem discuto ou qualifico o delito, se o objetivo é um cidadão e não apenas uma pena com é visto pela sociedade e até encarado por muitos juízes. Ainda com relação aos juízes preocupados apenas em cumprir e fazer cumprir a lei ou talvez na quantidade de vagas, o que é função do estado, acabam esquecendo-se do objetivo verdadeiro que seria criar um cidadão de verdade e uma das condições para isso sem dúvida é o tempo. Se em até 18 anos a família e o estado não o fizeram em sua obrigação, fica quase inviável uma internação sozinha o fazer em um ano em média, sem uma rede de apoio completa, integrada e que funcione tanto durante e quanto depois da internação.
Com relação a maioridade penal e a socioeducação neste processo é tudo que eu vejo, porém o problema não acaba nem começa aqui, então a solução não pode ser dada apenas por estes fatores.

Existem outras coisas que sou favorável e todo cidadão de bem deveria ser, pois é o cerne de todos os nossos problemas como Nação, inclusive a violência. Esta é a questão e deveria ser a discussão na verdade, pena que dá menos IBOPE. .

Sou a favor de formação de qualidade para todos os jovens, e não apenas para os que cometeram delitos.
Sou a favor de uma reforma administrativa no Estado, sem nomeações políticas (parasitas do sistema) e apenas técnicas, isso quando não houver a possibilidade de concurso público.
A favor de uma reforma tributária, onde os impostos incidam sobre a renda e não sobre o consumo, desta forma desonerando os mais pobres.Que a arrecadação seja municipal e repassada aos estados e União que fiscalizariam, e vez do que acontece atualmente, onde boa parte do repasse a estados e municípios recebe uma extorsão política e relacionamento com as estâncias superiores de governo.
Sou também a favor de uma ampla e discutida reforma política, onde os eleitos sejam as pessoas e não legendas para beneficiarem corruptos e fomentarem negociações partidárias.
E sou principalmente favorável a aquilo que já é crime dê cadeia de verdade, sobre tudo para empresários e político envolvidos no desvio do dinheiro público.
A certeza de punição e qualidade desta é o que reduz a criminalidade e não o aumento do tempo de prisão ou internamento.

Mas qual a relação entre a maioridade penal e tudo isso?
Este dinheiro roubado, desviado e algumas vezes usado para compra de votos do povo ou até de “deputados”, poderia estar dando condições de vida como ensino, saúde, segurança, capacitação e emprego para todos, e aí incluindo os jovens que foram levados à falta de valores e cometem delitos hediondos ou não. E a maioria não estaria nem entre estes últimos.

O que é mais prejudicial se for analisar, o desvio e roubo de Bilhões todos os anos no Brasil, ou a morte de pessoas inocentes por banidos jovens ou adultos, ambos fomentados pelo nosso sistema atual?
Respondo. Nenhum dos dois é o principal, apenas de serem gravíssimos. Claro que quando é morto é uma perda inestimável e irreparável. Se alguém desviar alguns milhões de reais é obvio que a sociedade pagará de alguma forma, e está pagando diretamente e indiretamente, no caso do aumento da criminalidade.
A verdade analisada a fundo é simples, seja a criminalidade na sociedade ou a corrupção no governo, são um problema só, mas estimulados e gerados por outro muito pior a IMPUNIDADE. Pior que isso só a IMPUNIDADE sendo aceita socialmente, seja por questão “política”, ignorância, conveniência, medo ou comodismo.De uma forma ou de outra está temos como exemplos as PEC(Proposta de Emenda a Constituição) ambas para entrar em fase de votação, se aprovadas, para fazer parte de nossa Constituição. A PEC 37, que retira o poder de investigação do Ministério Público, sobre tudo de crimes políticos ou contra o patrimônio público. A PEC 33, que inviabiliza poderes do Supremo Tribunal Federal em benefício de nobres deputados para legislar "livremente" sem se preocupar até com a constitucionalidade. Se aprovadas estas PEC, estará definitivamente institucionalizada a livre corrupção e desordem no país.

Estamos no ápice do sistema da Ditadura da corrupção, dos corruptos e da IMPUNIDADE, a ponto de fazer parte até da constituição, isto sim seria prioridade para estar em pauta e não apenas a maioridade penal, até por que a idade mínima é 21 anos para ser deputado. E até onde tenho conhecimento não é a idade, nem o crime que alguns cometem que deixa de colocá-los na cadeia, é a IMPUNIDADE.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

ABORTO


Cansado de ver defenderem o aborto com princípios sociais e contra ele com princípios religiosos eu resolvi escrever algo sobre o assunto com o meu ponto de vista ético, moral e social. Não espero que muitos concordem, mas não tocarei em religião para defender ou atacar ideia alguma. De qualquer forma antes não posso deixar de fazer uma análise inicial.Todos os grupos religiosos são completamente contra com é de se esperar. Na concepção religiosa tem toda aquela conversa teológica sobre concepção e alma, até muito aceitável em termos religiosos, mas nada científico e com isso facilmente rebatido pelos favoráveis ao aborto. Mas em termos de valores humanos que estes grupos pregam ai já começa a engrossar a conversa.Do lado contrário, favoráveis a legalização do aborto, todos os grupos de esquerda como também é de se esperar. Paradoxalmente qualquer regime de esquerda até hoje se importo muito pouco com indivíduos na prática, o objetivo maior sempre foi igualar, atender a população suas necessidades e direitos sempre foi secundário para estes. Que é uma das principais falhas da “teoria”, pois para haver justiça muitas vezes implicam em diferenciar pelas necessidades específicas e não a doutrina de igualdade absoluta a qualquer custo. Claro que qualquer esquerdista que leia isso não concordará e no mínimo achará que sou leigo e duvido que não sinta a peculiar raiva que essa doutrina ilusória o condicionou. Mas tomando quaisquer exemplos práticos do passado, o mesmo, dirá que não foi realmente um governo de esquerda e sim uma versão distorcida de marxismo. Que é muito aceitável já que se trata de uma teoria que comprovadamente na prática se torna inviável a qualquer civilização humana real e justa e toda vez que se tentou coloca-la em prática resultou em absolutismo, a população até foi igualada, ficava quieta por opção ou pela morte.Logo o descrédito pelo desrespeito a vida humana em função da pouca importância a vida e aos direitos humanos desta ideologia política simplesmente se anulam no discurso ou até abonam o contrário do que defendem neste e em outros assuntos.Outros grupos favoráveis com o Conselho Nacional de medicina levam em consideração os diretos da mulher, implicações de saúde pública e sociais e alegam que o aborto já está disseminado e é feito mesmo sendo ilegal. Mas deixam de lado três fatores importantes e práticos.Primeiro alguém está fazendo estes abortos ilegais que implicam em crime atualmente, se tem os dados tão confiáveis, evidentemente sabem que está havendo por que não denunciam!? Compactuar com um crime é ser cúmplice. Defender a classe desta forma é corporativismo e divulgar que sabe da prática criminosa implica em confissão, além de ser o principal fator gerador dos referidos casos de saúde publica e dá mulher.Segundo, cadê o juramento de defender a vida, pode-se alegar que o feto não tem sistema nervoso ainda, não sente dor, mas não negar que já tenha vida! E o juramento foi pela vida!Terceiro, o problema social não é incumbência primária desta classe profissional e sim os dois itens anteriores, que se atendidos já seriam de grande importância social. Ai sim um preocupação social legal e correta para esta classe!Os grupos de defesa do direto da mulher alegam que a mulher tem direitos sobre seu corpo. É aceitável e inclusive indiscutivelmente fez uso dele. Mas não se pode esquecer que todo direito gera uma responsabilidade e que a máxima do direito e da igualdade em nossa sociedade é que quando começa o direito de um termina o de outro. Neste caso os defensores do aborto tratam de desmerecer os direitos da criança indefesa e já em desenvolvimento, para que prevaleça o direto da opção da mãe. O que é mais notável neste caso é que muito se comovem com crianças recém-nascidas abandonadas ou mesmo jogadas no lixo. Mas esquecem de que esta mãe ainda está em um nível muito acima daquelas que mataram a criança antes de nascer através do aborto.Aos defensores de causas sociais. Que defendam causas sociais justas como melhor educação sexual, um planejamento familiar que funcione no Brasil.O fato é que desde o fim do Nazismo e a queda dos “grandes” governos comunistas não se pode resolver um problema social exterminando pessoas. Sejam adultos, crianças, crianças ainda por nascerem, pobres ou minorias.Realmente pode-se acabar com a pobreza acabando com pobres, acabar com o preconceito contra minorias acabando com elas. E é o mesmo que querem fazer, diminuir o número de mulheres que morrem tentando o aborto ilegal (criminoso), matando todas as crianças com a legalização. Isso não se justifica nem numericamente e muito menos em termos humanitários.Será este o país que queremos, com genocídio legalizado contra inocentes no caso do aborto? Garanto que eu não quero. Uma sociedade que aceita esse nível de solução para um problema social por mais sério que seja não se justifica nem a existir e muito menos a ser aceitável para qualquer pessoa de bem.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Brasil "Um país de pés no chão"!


O PEB (Programa Espacial Brasileiro) da AEB (Agência Espacial Brasileira) vem sofrendo restrição de gastos desde 2002. Em 2003 por falha devido à contenção de gastos ou por fatores externos, já que o Brasil não cedeu a base aos EUA, então muito interessado na área e também temendo um governo de esquerda no país com essa tecnologia, por coincidência ou não, ocorreu um acidente e não houve mais interesse americano na área desde então. Mesmo sendo a melhor área para lançamento da Terra com economia de 30% por lançamento, já que o (CLA) Centro de Lançamento de Alcântara fica na linha do equador.
Talvez alguém lembre o desfecho da história, não houve tanto IBOPE como o caso da casa de show em Santa Maria, mas inexplicavelmente foi atribuído a uma simples faísca a explosão na área de lançamentos, destruindo tudo e matando mais de 20 pessoas, entre as vítimas muitos doutores peças chaves no nosso programa espacial que estagnou pelo acidente e mais cortes de orçamento.








Desde então o programa vem sendo reestruturado, reconstruído e repostos os cientistas mortos. Paradoxalmente a medida que o programa avança as verbas diminuem mais. Nosso pais é conhecidamente um péssimo incentivador e investidor em tecnologia, o custo total para finalizar a etapa de testes para o lançamento de foguetes VLM,VLS, veículo lançador de micro-satélites e satélites respectivamente seria menor que 20% da construção de um único estádios para a copa do mundo ou o preço de meio estádio do maracanã até 2022(700 milhões de reais). No entanto o governo federal restringe os gastos com o projeto, atrasando o desenvolvimento de novas pesquisas, tecnologias, geração de empregos, e de uma nova indústria nacional.



Isto tudo em médio prazo poderia além gerar economia com lançamentos alugados poderia gerar lucros nos lançamentos satélites até externos, em um mercado onde se paga o preço de não ter a tecnologia aos países que sabiamente investiram nisto. Além da economia irá facilitar uma série de pesquisas em diversas áreas para as universidades brasileiras ajudando assim ao crescimento tecnológico e econômico nacional.
Postarei logo abaixo um vídeo da AEB e um link para assinar uma petição para o andamento adequado do projeto, não levará nem o tempo que gasto para ler este texto, desde já obrigado pela contribuição!

Não deixe de fazer sua parte, basta assinar.
Um pouco de demagogia agora: