sexta-feira, 19 de abril de 2013

ABORTO


Cansado de ver defenderem o aborto com princípios sociais e contra ele com princípios religiosos eu resolvi escrever algo sobre o assunto com o meu ponto de vista ético, moral e social. Não espero que muitos concordem, mas não tocarei em religião para defender ou atacar ideia alguma. De qualquer forma antes não posso deixar de fazer uma análise inicial.Todos os grupos religiosos são completamente contra com é de se esperar. Na concepção religiosa tem toda aquela conversa teológica sobre concepção e alma, até muito aceitável em termos religiosos, mas nada científico e com isso facilmente rebatido pelos favoráveis ao aborto. Mas em termos de valores humanos que estes grupos pregam ai já começa a engrossar a conversa.Do lado contrário, favoráveis a legalização do aborto, todos os grupos de esquerda como também é de se esperar. Paradoxalmente qualquer regime de esquerda até hoje se importo muito pouco com indivíduos na prática, o objetivo maior sempre foi igualar, atender a população suas necessidades e direitos sempre foi secundário para estes. Que é uma das principais falhas da “teoria”, pois para haver justiça muitas vezes implicam em diferenciar pelas necessidades específicas e não a doutrina de igualdade absoluta a qualquer custo. Claro que qualquer esquerdista que leia isso não concordará e no mínimo achará que sou leigo e duvido que não sinta a peculiar raiva que essa doutrina ilusória o condicionou. Mas tomando quaisquer exemplos práticos do passado, o mesmo, dirá que não foi realmente um governo de esquerda e sim uma versão distorcida de marxismo. Que é muito aceitável já que se trata de uma teoria que comprovadamente na prática se torna inviável a qualquer civilização humana real e justa e toda vez que se tentou coloca-la em prática resultou em absolutismo, a população até foi igualada, ficava quieta por opção ou pela morte.Logo o descrédito pelo desrespeito a vida humana em função da pouca importância a vida e aos direitos humanos desta ideologia política simplesmente se anulam no discurso ou até abonam o contrário do que defendem neste e em outros assuntos.Outros grupos favoráveis com o Conselho Nacional de medicina levam em consideração os diretos da mulher, implicações de saúde pública e sociais e alegam que o aborto já está disseminado e é feito mesmo sendo ilegal. Mas deixam de lado três fatores importantes e práticos.Primeiro alguém está fazendo estes abortos ilegais que implicam em crime atualmente, se tem os dados tão confiáveis, evidentemente sabem que está havendo por que não denunciam!? Compactuar com um crime é ser cúmplice. Defender a classe desta forma é corporativismo e divulgar que sabe da prática criminosa implica em confissão, além de ser o principal fator gerador dos referidos casos de saúde publica e dá mulher.Segundo, cadê o juramento de defender a vida, pode-se alegar que o feto não tem sistema nervoso ainda, não sente dor, mas não negar que já tenha vida! E o juramento foi pela vida!Terceiro, o problema social não é incumbência primária desta classe profissional e sim os dois itens anteriores, que se atendidos já seriam de grande importância social. Ai sim um preocupação social legal e correta para esta classe!Os grupos de defesa do direto da mulher alegam que a mulher tem direitos sobre seu corpo. É aceitável e inclusive indiscutivelmente fez uso dele. Mas não se pode esquecer que todo direito gera uma responsabilidade e que a máxima do direito e da igualdade em nossa sociedade é que quando começa o direito de um termina o de outro. Neste caso os defensores do aborto tratam de desmerecer os direitos da criança indefesa e já em desenvolvimento, para que prevaleça o direto da opção da mãe. O que é mais notável neste caso é que muito se comovem com crianças recém-nascidas abandonadas ou mesmo jogadas no lixo. Mas esquecem de que esta mãe ainda está em um nível muito acima daquelas que mataram a criança antes de nascer através do aborto.Aos defensores de causas sociais. Que defendam causas sociais justas como melhor educação sexual, um planejamento familiar que funcione no Brasil.O fato é que desde o fim do Nazismo e a queda dos “grandes” governos comunistas não se pode resolver um problema social exterminando pessoas. Sejam adultos, crianças, crianças ainda por nascerem, pobres ou minorias.Realmente pode-se acabar com a pobreza acabando com pobres, acabar com o preconceito contra minorias acabando com elas. E é o mesmo que querem fazer, diminuir o número de mulheres que morrem tentando o aborto ilegal (criminoso), matando todas as crianças com a legalização. Isso não se justifica nem numericamente e muito menos em termos humanitários.Será este o país que queremos, com genocídio legalizado contra inocentes no caso do aborto? Garanto que eu não quero. Uma sociedade que aceita esse nível de solução para um problema social por mais sério que seja não se justifica nem a existir e muito menos a ser aceitável para qualquer pessoa de bem.

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